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domingo, 19 de maio de 2013

Atenção aos rótulos!

Atenção aos rótulos


Observar atentamente as informações contidas nos rótulos dos produtos alimentícios é regra fundamental para quem deseja manter-se saudável e evitar prejuízos. No caso de pessoas com restrições alimentares como os hipertensos, diabéticos e pessoas com algum tipo de alergia alimentar, a preocupação com as informações contidas nas embalagens deve ser redobrada.
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De acordo com a lei, além das informações básicas, como prazo de validade, quantidade, ingredientes, nome e endereço do fabricante, os rótulos de alimentos e bebidas devem apresentar uma tabela com 10 itens: valor calórico, carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, colesterol, ferro, fibra alimentar, cálcio e sódio. A quantidade será indicada para porção padrão individual expressa em gramas ou mililitros.
O assunto é tão importante que faz parte das orientações do médico para o paciente alérgico e sua família, como diz a Dra. Renata Rodrigues, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em alergia alimentar. "Crianças muito sensíveis a determinado alimento podem desencadear reações graves, as chamadas anafilaxias, quando em contato com mínimas quantidades destas proteínas, especificadas como "traços" pela indústria de alimentos".
Ela alerta que os cuidados não devem ser tomados apenas com alimentos, mas também com cosméticos. "Como exemplos, o leite e o amendoim, que fazem parte de uma infinidade de hidratantes". E mais: não adianta acostumar-se que os produtos de determinada marca não possuem certos tipos de alimento em sua composição. "Estes produtos podem ter sua receita modificada sem aviso prévio do fabricante e o tal componente vilão aparece de repente", diz a médica.
Na prática, porém, muita gente não sabe "traduzir" as informações do rótulo, por exemplo, em relação à presença de lactose no alimento. Quais são os termos que indicam que a lactose está presente no produto? A Dra. Renata esclarece. "Em primeiro lugar é válido lembrar que a lactose é apenas o açúcar do leite, e os verdadeiros vilões das alergias são as proteínas, como as caseínas. Estas proteínas do leite podem estar presentes nos rótulos sob os mais diferentes nomes: leite (derivados, proteínas, sólidos, condensado, evaporado, desidratado, maltados, desnatado, semidesnatado, sem lactose); aromatizantes artificiais a base de manteiga / margarina; manteiga / margarina; caseína; caseinatos (de amônio, cálcio, magnésio, potássio ou sódio); hidrolisados (de caseína, proteínas do leite, soro, proteínas do soro); soro (isento de lactose, desmineralizado, de concentrado d proteínas); lactoalbumina; fosfato de lactoalbumina; lactoglobulina; queijo; cottage; nata; creme; cream cheese; pudim; iogurte; chocolate; creme Bavária".

Rótulo de alimentos terão mudanças nos termos nutricionais


As empresas têm até o dia 1º de janeiro de 2014 para adequar os rótulos de divulgação dos valores nutricionais dos alimentos

 


A Anvisa mudou as regras para o uso de termos light, baixo, rico e não contém, nos rótulos de alimentos
As alegações nutricionais, presentes nos rótulos de alimentos, deverão seguir novos critérios para serem utilizadas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mudou as regras para o uso de termos, como light, baixo, rico e não contém, nos rótulos de alimentos. A Resolução RDC 54/2012 foi publicada terça-feira (13), no Diário Oficial da União.
Cada termo modificado apresenta uma justificativa específica para entrar em vigor. O uso da alegação light, por exemplo, só será permitido para os alimentos que forem reduzidos em algum nutriente. Isso quer dizer que o termo só poderá ser empregado se o produto apresentar redução de algum nutriente em comparação com um alimento de referência (versão convencional do mesmo alimento).
Anteriormente, a alegação light podia ser utilizada em duas situações: nos alimentos com redução e nos alimentos com baixo teor de algum nutriente. “Tal situação dificultava o entendimento e a identificação pelos consumidores e profissionais de saúde das diferenças entre produtos com a alegação light”, explica o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.
A mudança também abrange rótulos que alegam fonte e/ou alto teor de proteínas, pois entende-se que a exigência adicional das proteínas do alimento devem atender a um critério mínimo de qualidade. De acordo com a Anvisa, a ideia é coibir o uso das informações de forma enganosa, por exemplo, em alimentos com quantidade de proteínas incompletas ou de baixa qualidade.

Muitas vezes, o uso de uma alegação demanda a declaração de um esclarecimento ou advertência na rotulagem, a fim de proteger o consumidor da veiculação de informações incompletas e potencialmente enganosas. “Um exemplo típico é o caso dos óleos vegetais com a alegação sem colesterol. Nesses casos, os fabricantes são obrigados a informar ao consumidor que todo óleo vegetal não contém colesterol, ou seja, que essa é uma característica inerente do alimento, que não depende de sua marca”, argumenta o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, Agenor Álvares.
Base de Cálculo
 
A nova resolução da Anvisa alterou também a base de cálculo para o uso dessas informações. Atualmente, a base é 100g ou ml do alimento para fazer o cálculo. Por exemplo, para veicular uma alegação de sem açúcar, um alimento sólido não podia conter mais de 0,5 g de açúcares por 100 g.
Com a mudança, o cálculo deverá ser feito a partir de uma porção do alimento. Neste caso, para veicular a alegação de sem açúcar, o alimento não pode conter mais de 0,5 g de açúcares por porção.
Para a Agência, a nova base de cálculo impede confusão na hora de comparar produtos, além de facilitar ao consumidor saber a quantidade exata de ingestão de determinado nutriente.
Adequação
  • Projetos de segurança alimentar devem ser enviados até quarta-feira (21)
  • Empresas são proibidas de divulgar e vender produtos para emagrecer
  • Alimentos orgânicos serão priorizados durante eventos esportivos no Brasil
As empresas têm até o dia 1º de janeiro de 2014 para adequar os rótulos. Já os produtos fabricados antes do prazo fornecido podem ser comercializados até o fim do seu prazo de validade.
A norma da Agência é valida para as alegações presentes em anúncios veiculados por meios de comunicação. Aplica-se, ainda, para toda mensagem transmitida de forma oral ou escrita.
A norma não engloba alimentos para fins especiais, águas envasadas destinadas ao consumo humano, sal de mesa, bebidas alcoólicas, aditivos alimentares, coadjuvantes de tecnologia, especiarias, vinagres, café e erva-mate e espécies vegetais para preparo de chás e outras ervas, sem adição de outros ingredientes que forneçam valor nutricional.
Com a nova resolução, o Brasil passa a ter os mesmos regulamentos técnicos de rotulagem nutricional do Mercosul, o que facilita a livre circulação dos alimentos entre os países do bloco.
Entenda a aplicação da nova Resolução.
Fonte:http://portal.anvisa.gov.br

 

sábado, 18 de maio de 2013

Como escolher um Iogurte

Mesma marca, diversos produtos: saiba como ter senso crítico ao escolher um iogurte.

supermercado3
supermercado3
Quando você chega ao supermercado, como escolhe os produtos que vai levar para a sua casa?
O melhor preço, a melhor embalagem, o sabor mais atraente… São diversos os meios que as empresas utilizam para atrair o consumidor. Só assim aquele cookie com gotas de chocolate ou aquela nova pizza 5 queijos pula pra dentro do carrinho sem hesitar, mesmo que você esteja na famosa dieta que antecede o verão!


Por isso, como nutricionistas, nosso papel é ir ajudando aos poucos a formar o senso crítico das pessoas em suas escolhas. Queremos que, ao avistar uma prateleira com TANTA variedade, você saiba dar aquela olhadela no rótulo pra escolher a opção mais saudável.
Dentro de uma mesma marca, encontramos diversos sabores e apresentações. Então como escolher qual é o que melhor se adapta à sua alimentação? Olhando o rótulo!
Por isso vamos comparar 3 rótulos de iogurtes da mesma marca, enfatizando suas semelhanças e diferenças. Let’s go:
*As versões “Grãos de Aveia” e “Morango” são elaboradas a partir de iogurte integral.
  • Certamente a melhor opção para quem está controlando o peso é o iogurte natural desnatado. Ele possui menor quantidade de calorias e de gorduras.
  • Perceba que a quantidade de gorduras totais é muito maior no iogurte integral, grãos de aveia e morango, chegando a 5,7g sendo que no desnatado é de 0,9g.
  • A gordura saturada, que é prejudicial ao coração, também é maior nas versões integrais, chegando a 3,4g no sabor “Grãos de Aveia”, sendo que no desnatado é de 0,5g.
  • Ponto positivo por nenhuma versão apresentar gordura trans.
  • Ponto negativo por não apresentarem fibras. Nem mesmo a versão com grãos de aveia e com pedaços de frutas, conforme informa o rótulo. Onde as fibras foram parar?
  • A quantidade de cálcio no iogurte desnatado é maior que nas outras versões. Geralmente as pessoas pensam que seria maior no iogurte integral ou leite integral…
  • Lembramos que você SEMPRE deve observar bem qual a porção que a tabela nutricional está representando e quais os ingredientes que compõem o produto.
 
 
Dica:
 
Uma dica para aumentar a quantidade de fibras, seria picar uma fruta (como uma maçã, por exemplo) e misturar junto com o iogurte desnatado. Caso ache amargo coloque um pouquinho de  canela para completar. Fica uma delícia!
E agora, se sente mais preparado para enfrentar a listinha de compras no setor dos iogurtes?
 
 
Fonte:http:www.fechandoziper.com
 

Iogurte Grego

Afinal, o que tem de tão especial no Iogurte Grego?

tradicional x grego capa

tradicional x grego capa

Você já reparou que DO NADA o tal de Iogurte Grego tomou conta das prateleiras do supermercado?
As marcas Vigor e Nestlé lançaram quase que simultaneamente esse produto, numa espécie de guerra entre os iogurtes!

O IOGURTE GREGO é feito de forma semelhante ao tradicional, mas com um processo adicional de filtragem com um pano ou um saco de papel para remover o soro. Isso dá ao iogurte grego uma consistência mais firme, parecida entre a consistência de um iogurte e de um queijo.
Mas afinal, o que será que ele tem de tão especial? A composição nutricional é semelhante a de um iogurte normal?
Vamos comparar dois iogurtes da mesma marca: uma versão de Iogurte Integral Sabor Mel versus o Iogurte Grego Sabor Tradicional:

*Os iogurtes são comercializados em unidades de venda diferentes. A versão sabor mel é o dobro (200g) que o iogurte grego, mas padronizamos os valores da tabela expressos em 100g para que fosse possível a comparação.
  • Podemos perceber que o iogurte grego possui mais CALORIAS…se você está de dieta, fique de olho.
  • A versão grega também possui mais PROTEÍNAS. Ponto positivo!
  • Infelizmente olhe a quantidade de GORDURAS TOTAIS da versão grega: 7,5g comparados às 3,1g da versão integral sabor mel. Isso é mais que uma sobremesa de chocolate, tipo Chandelle, sabia?
  • A quantidade de gorduras saturadas também é super alta no iogurte grego: 5,1g.
  • Ao contrário do que alguns críticos andam comentando, tivemos uma boa notícia ao ver que o CÁLCIO na versão grega dessa marca é 2x maior que o iogurte normal.
  • Os valores de carboidratos e de sódio são bem semelhantes.

Temos que chamar a atenção também com relação à composição desse iogurte. Eles estão utilizando leite desnatado, mas adicionam creme de leite. Ou seja, adicionam gordura!
Os ingredientes “concentrado protéico de leite” e “estabilizante gelatina” que estão sendo utilizados na produção desses iogurtes, mostram que ele não é o verdadeiro iogurte grego, mas sim, um iogurte com jeitinho grego de ser.
Claro que o iogurte grego é bem gostoso, afinal a consistência agrada ao paladar, além de apresentar versões com frutas e cereais. Mas fique sempre bem atento aos rótulos dos alimentos que você consome!
 
 

Obesidade

 

 
 
 
De nascença, as únicas coisas que podem tornar alguém propenso à obesidade são a presença de maior número de células adiposas no corpo e o sexo. Isso porque é nas células adiposas que ficam depositadas as gorduras que comemos (quem as tem em maior quantidade acumula mais gordura) e porque a mulher tende a engordar mais que o homem (o homem, quando se exercita ou, mesmo, em repouso, consome mais calorias que a mulher). Fora isso, inúmeros outros fatores agregam-se para atuar relativamente ao acúmulo de gordura no corpo.
 
Geneticamente falando, mesmo sendo provado que em 70% dos casos de obesidade as pessoas têm pai ou mãe obesos, principalmente a mãe, não existe, propriamente, um “gene da gordura”. Já a forma como fomos tratados na infância, a educação alimentar que recebemos, a formação da nossa auto-estima, assim como a identificação com pai ou mãe obesos constituem fatores psicológicos que podem fortalecer a propensão à obesidade. A comida é apenas um entre os diversos fatores envolvidos na obesidade e dietas de restrição alimentar sozinhas não funcionam para emagrecer. Contudo, a proporção correta de proteínas, carboidratos e gorduras é fundamental para a boa saúde.
 
A boa alimentação deve conter pouca gordura (cerca de 20% de calorias), ser moderada em proteínas e carboidratos complexos, e rica em fibras, vitaminas e minerais. O estresse, assim como a tensão e a ansiedade, podem provocar compulsão por doces, massas e todo tipo de carboidratos. Um conselho para enfrentar esse problema é relaxar antes de qualquer refeição, nem que seja por alguns segundos, pois isso ajuda o corpo a absorver os alimentos de um modo mais equilibrado e saudável. A falta de atividade física regular também interfere no aumento de peso, pois exercícios queimam calorias e evitam que os excessos fiquem estocados sob a forma de gordura. Algumas das atividades físicas mais recomendáveis são andar, a pé ou de bicicleta, nadar, dançar, brincar com crianças, pular corda, fazer jardinagem, praticar esportes ou artes marciais.
 
A ginástica, isoladamente, não faz emagrecer, mas responde pela firmeza dos músculos, deixando o corpo mais saudável e resistente. Para controlar ou combater a obesidade é importante prestar atenção a todos esses fatores; porém, existe um fator que os antecede e que poucas pessoas conhecem, que é a imagem mental que temos do nosso corpo. Isso fundamenta-se no princípio de que tudo o que se manifesta fisicamente existiu, antes, como idéia, até mesmo o nosso corpo.
 
O nosso corpo é moldado a partir de um protótipo mental. Ele se torna o que fazemos dele mentalmente, pois os processos cerebrais reguladores de todas as funções corporais podem ser alterados pelo cérebro. Logo, moldando-se na mente uma imagem corporal de pessoa magra, a tendência é o corpo emagrecer e manifestar a forma magra de dentro para fora, adaptando-se ao protótipo mental. E o principal: sem muito esforço e de forma duradoura. Considere esta idéia: exercícios mentais, atuando concretamente sobre os processos reguladores do cérebro, podem ser o complemento que vai fazer a diferença no seu programa de atividade física e/ou dieta alimentar.

Tipos de Sementes

 Os tipos de semente e o processo de demolhagem
 
por Flávio Passos

 
Sementes são reservatórios da vida. Da mesma forma como repousa no sémen um ser humano, em uma semente adormece uma árvore, um arbusto, uma gramínea. Cada variedade conserva em si a matriz vital completa de uma determinada planta: seu código genético, sua essência e sua vitalidade. Em cada semente está toda a aposta de continuidade de uma determinada espécie, e nela a planta deposita o que de melhor ela puder.

Há muito o homem aprendeu a plantar e colher as sementes e a desfrutar de suas propriedades nutritivas e medicinais – são inúmeras as sementes comestíveis que a Natureza deste planeta oferece. Entretanto, quando estudamos minuciosamente os mecanismos necessários para se preservar e extrair o melhor de cada semente, percebemos que a falta de conhecimento generalizado faz com que haja um grande desperdício do potencial alimentício das sementes, principalmente em função da escolha de métodos equivocados de preparo destas.

Para melhor compreender como usufruir adequadamente do melhor que cada semente tem a oferecer, vamos primeiro dividir as mesmas em categorias:

  1. Sementes Oleaginosas (que oferecem predominancia de elementos oleosos em sua composição).
    Ex: semente de girassol, gergelim, linhaça, amêndoas, nozes, cacau, etc.

  2. Sementes Amiláceas (que oferecem predominância de amido em sua composição).
    Ex: Arroz, quinua, aveia, cevada, trigo, etc.

  3. Sementes Protéicas (que oferecem predominância de aminoácidos em sua composição).
    Ex: Feijões de todos os tipos, ervilhas, lentilhas, soja, etc.

Cada tipo de semente torna-se mais biodisponível quando processada (ou não) de uma determinada maneira. As sementes oleaginosas, por exemplo, são sensíveis ao calor e tem seus benéficos óleos essenciais destruídos quando cozidas ou tostadas. Oleaginosas tostadas, embora muitas vezes sejam saborosas, são fontes de radicais livres, substâncias que desordenam a estrutura molecular do corpo e propiciam o envelhecimento precoce do mesmo. Isto significa que obtemos o melhor das sementes oleaginosas quando as ingerimos “in natura”, ou seja, processadas à frio ou em baixa temperatura.

Já as sementes amiláceas, por sua vez, são muito pouco aproveitadas pelo corpo quando não cozidas. Ocorre que o amido é uma substância que requer a gelatinização de sua estrutura para ser assimilado pelo aparelho digestivo e transformado em energia. O amido não-cozido, embora seja útil para alguns processos digestivos que ocorrem no cólon, não consegue se transformar em energia no intestino delgado, sendo assim minimamente utilizado e dispensado pelas fezes praticamente intacto.

Embora seja importante de maneira geral observar a moderação no consumo de amido e açúcares de qualquer tipo, a energia disponibilizada pelos amidos requer o cozimento do mesmo. Ainda assim, o cozimento dos amidos deve ser sempre realizado dentro de métodos adequados. Ocorre que quando torramos, fritamos ou tostamos o amido, forma-se uma concentração de uma determinada substância denominada acrilamida, uma poderosa neurotoxina que serve como precursora de células cancerígenas(Tareke et al.,2002), além de oferecer outros efeitos colaterais. Por este motivo, recomenda-se que amidos fritos ou assados (pão, biscoitos, etc.) sejam reservados para ocasiões e seu consumo diário seja minimizado. O processo de fervura, porém, cria concentrações irrisórias de acrilamida, sendo portanto este o método ideal para preparar os amiláceos.

O mesmo pode ser dito em relação aos feijões de todos os tipos – quando consumidos crus, o corpo dificilmente tem acesso aos seus nutrientes, e ainda tem que lidar com indesejáveis toxinas, tais como a fito hemaglutinina presente no feijão roxinho dentre outros, que pode causar náuse, vômitos e diarréias. Quando crus, estes feijões apresentam concentrações de entre 20.000 a 70.000 unidades desta toxina, enquanto que cozidar por no mínimo 10 minutos em temperatura superior à 80 graus centígrados reduz esta concentração para entre 200 e 400 unidades. Desta forma, cozinhe seus feijões, ainda que germinados.


Demolhagem

Antes de mais nada, é importante saber que as sementes possuem defesas. A inteligência natural de uma planta conhece bem os perigos e adversidades deste mundo, e trata de imbuir as sementes com cascas rígidas e/ou fitatos/substâncias inibidoras que tem o papel de proteger da melhor maneira possível o conteúdo da semente de bactérias oportunistas que adorariam se alimentar de seu conteúdo.

Quando ingerimos sementes que conservam estas substâncias, os fitatos ou inibidores enzimáticos dificultam o processo digestivo, aumentando o gasto energético necessário para este processo, ou gerando efeitos desagradáveis, tais como flatulências, exaustão das capacidades do pâncreas e outros desconfortos. Outro revés é o fato de que os fitatos funcionam também como bloqueadores de assimilação, ou anti nutrientes, que impedem que o corpo assimile importantes nutrientes como o ferro, zinco, cálcio e outros sais minerais. Estudos indicam que uma dieta com teor elevado de cereais não-preparados com o processo descrito a seguir conduzem à desmineralização e perda de densidade óssea, dentre outros problemas.

Assim sendo, a primeira providência que deve ser tomada quando do preparo de sementes para consumo é a de eliminar ou minimizarestas substâncias protetoras. Felizmente, o processo é simples e prático, e consiste em deixar as sementes de molho em água potável adicionada de vinagre de maçã ou suco de limão ou, ainda, iogurte ou qualquer outro meio de cultura ácida de probióticos.
Esta simples solução ácida penetra no interior da semente e estimula a liberação das substâncias indesejadas, indicando para a semente que é tempo de despertar e eliminar suas defesas. A acidez da solução neutraliza os fitatos e o resultado é que com apenas algumas horas de demolhagem você obtém sementes muito mais adequadas para o processo digestivo.

Embora cada semente tenha seu tempo específico de demolhagem, você pode simplificar este entendimento compreendendo que o ideal é deixar de molho no princípio da noite anterior aquelas sementes que você pretende preparar no dia seguinte. Idealmente, aguardamos 24 horas para o máximo de eliminação das substâncias indesejadas, mas 12 horas já são suficientes para eliminar a maior concentração destas. Escolha um recipiente de louça ou vidro, deposite as sementes, despeje o dobro da medida destas em quantidade de água e adicione uma parte de substância ácida, calculando aproximadamente uma colher de sopa de ácido para uma xícara de água. Ou seja: se você quiser deixar uma xícara de arroz integral de molho, utilize duas xícaras de água potável (mineral ou muito bem filtrada) e duas colheres de sopa do ácido escolhido (vinagre, suco de limão, kefir, etc.). Sempre descarte a água na qual as sementes ficaram de molho, pois nela estão contidas as substâncias que desejamos eliminar.

Posso apenas demolhar com água? Sim, e já faz alguma diferença, embora estudos realizados (testando trigo, centeio e aveia) demonstrem que o processo de demolhagem com água neutraliza entre 46 e 77% do ácido fítico, enquanto que demolhar em solução ácida elimina entre 84 e 99% destas substâncias, além de eliminar também fungos e bactérias indesejáveis presentes no exterior das sementes. Desta forma, prefira sempre utilizar a solução ácida.

Como benefício adicional, as vitaminas do complexo B contidas em algumas destas sementes, especialmente nos cereais, aumentam em concentração e biodisponiblidade através deste simples processo. Fácil e altamente benéfica, a demolhagem não é uma idéia nova — foi praticada por praticamente todas as culturas pré-industrialização. Inclua esta tradicional sabedoria em seu cotidiano e colha os benefícios de uma digestão mais leve e confortável, além de nutrição superior.

Embora o ideal seja sempre iniciar qualquer preparo a partir do grão, vale a observação de que o processo de demolhagem em solução ácida também beneficia os farináceos. Deixe de molho a sua farinha de trigo integral para melhorar e muito a qualidade do pão, por exemplo.

Leite de soja e tofu, assim como o grão da soja cozido, a farinha de soja e alimentos “enriquecidos” com soja são fontes de altíssima concentração de fitatos e devem ser evitados, especialmente por crianças, grávidas e lactantes, bem como aqueles com deficiências em minerais. Definitivamente existem opções de alimentos mais adequados para o homem do que os derivados de soja.

Também é importante ressaltar que duas castanhas em particular não são dotadas destas substâncias indesejáveis, pois são protegidas de outra maneira: através de cascas impenetráveis. É o caso da Castanha do Brasil (ou do Pará) e da Macadâmia. Estas duas sementes dispensam o processo de demolhagem.

Germinação


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É possível, no caso de algumas sementes como os feijões, alguns cereais e algumas oleaginosas, ir além no processo de demolhagem e facilitar o processo de germinação da semente. Detalharei esta possibilidade, que em vários casos oferece benefícios adicionais exclusivos, no próximo artigo.

Fonte:http://www.puravida.com.br

 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Horti Fruti Brasil Show






Programação
Dia 16/05/2013 - Quinta-Feira

9h
Credenciamento
9h30min
Conferência de Abertura: Vida Saudável e Alimentos Saudáveis - DR. DRAUZIO VARELLA
11h
ABERTURA OFICIAL

SALA 1


14h às
15h




15h às
16h




16h às
17h
Encontro Técnico da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento - ABRACEN

Palestra: A regulamentação das atividades de movimentação de mercadorias, o trabalho avulso e os desafios de sua implantação nas centrais de abastecimento.
Palestrante: Raimundo Firmino dos Santos – Advogado e Presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral
Moderador: Leonardo Brandão – Presidente da CEASA/RJ

Palestra: Controle de vetores e pragas urbanas sob a ótica de uma central de abastecimento
Palestrante: Dorival Rodrigues – Médico Veterinário e sócio proprietária da empresa Atual Controle de Pragas Ltda
Moderador: Gerson Madruga–Diretor Técnico da CEASA/RS

Informes Gerais atividades do Grupo de Trabalho da
Portaria Ministerial MAPA – Plano Nacional de
Abastecimento
SALA 2
14h às
15h
Boas Práticas Agrícolas - Apresentação da Metodologia aplicada no Campo
Coordenador: Luiz Guilherme Lemes – Engenheiro Agrônomo SENAR/PR e Maria Izabel Rosa Guimarães – Gestora do Projeto – SEBRAE/PR Agronegócios
SALA 3
14h às
15h15min
Palestra: “Resíduos de agrotóxicos no Brasil: cenário atual e monitoramento”
Felipe Barretto -Mini CV
Oficinas Tecnológicas: (Espaço Emater) - 13h às 15h
Relato sobre Agroecologia na Europa/França
Qualidade da Água na produção
MIP/Controle de doenças nas Olerícolas
(Espaço Sebrae e Ceasa) - 13h às 15h
Segurança alimentar
Design Embalagem
16h
Encerramento das atividades
Dia 17/05/2013 - Sexta-Feira


Auditório
9h às
11h
Painel: Principais Desafios do Setor de Hortigranjeiros

Painelistas:

Centro Agroalimentar de Bologna
Roberto Piazza - Diretor da Fedagromercati Bologna/Itália

As Demandas do Mercado Varejista na Itália
Giulio Benvenutti - Consultor da Legacoop Emilia Romagna

Modernização do Mercado Atacadista – Experiência da CEASA/PR
Luiz Dâmaso Gusi - Presidente da CEASA/PR

As Demandas do Mercado Varejista no Paraná
Marco Giotto – Eng. Químico Espec. em Tecnologia de Alimentos

Cooperativismo como Ferramenta de Organização do Setor de Hortigranjeiros
José Roberto Ricken – Superintendente da Ocepar

Moderador: Julio Cezar Agostini – Diretor Técnico do SEBRAE/PR
11h
Intervalo
11h15min
às 12h
Apresentação da Feira Macfrut e das Tecnologias para as Empresas de Hortigranjeiros
Enrico Turoni - Representante Feira Macfrut e Presidente CERMAC
12h
Encerramento do Painel
Auditório
14h às
15h
Palestra: Pequenas só no Tamanho! Melhoramento Genético. Tendência de Mercado.
Palestrante: Prof. Fernando Sala - Univ. Fed. São Carlos
SALA 2
14h
Reunião da Comissão Hortifruticultura
Coordenadora: Elisangeles Baptista de Souza – Eng. Agrônoma FAEP.
SALA 1
15h30 às
17h
Produção Agroecológica Integrada e Sustentável - PAIS
Coordenador: Ludovico Wellmann da Riva – Gestor Nacional da Unidade de
Agronegócio do SEBRAE

Oficinas Tecnológicas: (Espaço Emater) - 13hs às 15hs
Aplicação correta de agrotóxicos - Acerte o Alvo
Processamento de alimentos (sucos)
(Espaço Sebrae e Ceasa) - 13hs às 15hs
Design Rotulagem
Revitalização da fachada Ceasa
16h
Encerramento das atividades

Dia 18/05/2013 - Sábado


Auditório
9h
Palestra: Consolidação do Mercado de Flores nas Ceasas
Palestrante: Ana Rita P. Stênico - Gerente do Departamento de Mercado de Flores - CEASA/CAMPINAS
Moderadora: Maria Izabel Rosa Guimarães – SEBRAE/PR

Auditório
10h15min
Palestra: Desafios para o Setor de Flores: A experiência dos Produtores da Central de Flores na CEASA/DF
Palestrante: Márcia Rosely Jakubowski de Carvalho - Presidente da Central de Flores da CEASA/DF
Moderadora: Maria Izabel Rosa Guimarães – SEBRAE/PR

11h15min
às 12h
Debate
15h
ENCERRAMENTO DO EVENTO



*Programação sujeita a alteração sem aviso prévio